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Terra registra rotação acelerada e encurta duração do dia desta terça-feira (22)
O encurtamento é imperceptível para o ser humano
A Terra registra nesta terça-feira (22) o dia mais curto de 2025 até agora.
Segundo o Observatório Nacional, o planeta vai completar uma volta em torno de seu próprio eixo 1,34 milissegundo mais rápido do que o habitual. A diferença é pequena demais para ser percebida no cotidiano, mas é monitorada por cientistas por meio de relógios atômicos de alta precisão.
O fenômeno não é inédito. No último dia 9 de julho, a Terra também girou com uma velocidade ligeiramente maior, reduzindo o tempo em 1,30 milissegundo. A previsão é que outro dia mais curto ocorra em 5 de agosto, quando a diferença será ainda maior, de 1,51 milissegundo. Até agora, o recorde de aceleração no ano foi registrado em 5 de julho, com um dia concluído 1,66 milissegundo antes do padrão de 24 horas.
A rotação média da Terra dura cerca de 86.400 segundos, o equivalente a um dia comum. Porém, fatores naturais, como deslocamentos de massa nos oceanos, alterações atmosféricas e atividade no núcleo terrestre, podem causar pequenas acelerações ou desacelerações temporárias.
Embora essas mudanças recentes chamem atenção, os especialistas afirmam que não há motivo para preocupação. “Desde a formação da Terra, há cerca de 4,5 bilhões de anos, a tendência geral tem sido de desaceleração, com os dias ficando gradualmente mais longos”, explicou Fernando Roig, diretor do Observatório Nacional.
A história do planeta registra diferentes padrões de duração dos dias. Durante sua formação, eles duravam entre cinco e dez horas. Há 600 milhões de anos, a duração era de cerca de 21 horas. Atualmente, além de fatores internos da Terra, a interação gravitacional com a Lua também contribui para o alongamento dos dias, acrescentando cerca de dois milissegundos a cada século.
O avanço na medição precisa do tempo permitiu que, desde 1973, fossem feitas correções nos relógios com o uso do chamado “segundo bissexto”, que é adicionado ou retirado para manter a sincronia com a rotação terrestre. Desde o início do sistema, 27 segundos bissextos foram adicionados. Com a sequência de dias mais curtos, os especialistas não descartam a necessidade futura de um segundo bissexto negativo — situação ainda inédita.
Os cientistas reforçam que as variações detectadas são mínimas. Para efeito de comparação, um piscar de olhos leva cerca de 300 milissegundos, o que torna imperceptível qualquer mudança como a registrada nesta terça-feira (22).
Com informação TV Cultura.




