Policial e Trânsito
O absurdo das invasões: Família é agredida em mais um ataque à propriedade no campo
Com arma em punho, invasores da Fazenda São Jorge desrespeitam a lei e impõem terror em Quedas do Iguaçu
É com um misto de indignação e espanto que se noticia mais um episódio de invasão de propriedade rural no Paraná, desta vez em Quedas do Iguaçu. Na madrugada deste sábado (7), a Fazenda São Jorge foi palco de uma ação que, de “mobilização”, não tem absolutamente nada, e sim de uma inaceitável agressão à lei e à ordem.
Cerca de 250 indivíduos, supostamente ligados à Frente Nacional de Luta Campo e Cidade (FNL), perpetraram uma invasão que transcende qualquer limite do aceitável. O “absurdo” começa já na madrugada, por volta das 5h, quando, segundo relatos da Polícia Militar, o grupo não hesitou em usar arma de fogo para coagir e agredir com coronhadas uma família que residia na propriedade.
É de se questionar: onde está a busca por justiça social quando se utiliza violência e coação contra pessoas inocentes? O que justifica invadir uma residência e agredir seus moradores?
As imagens que circulam, mostrando a presença de mulheres e crianças no meio de dezenas de veículos, apenas intensificam o cenário de irresponsabilidade e o desrespeito à segurança de todos os envolvidos, incluindo os mais vulneráveis.
Essa “mobilização” forçou uma verdadeira operação policial, com o envio de tropas de Cascavel, Francisco Beltrão e Laranjeiras do Sul, o uso de drones e bloqueios estratégicos. Recursos públicos, tempo e energia que deveriam ser dedicados à segurança da população em geral são desviados para conter ações ilegais e violentas como esta.
Apesar de o MST negar participação, o histórico de conflitos agrários na região só serve para reforçar a urgência de uma postura mais rigorosa e eficaz das autoridades. A desocupação voluntária de cerca de dez famílias no final da manhã é um alívio temporário, mas não apaga o rastro de medo e insegurança deixado por essa invasão.
É fundamental que tais atos de violência e desrespeito à propriedade privada sejam tratados com a devida seriedade. A polícia segue monitorando e investigando, e espera-se que os responsáveis por essa ação criminosa sejam identificados e punidos rigorosamente.
Somente assim se poderá começar a restaurar a confiança no campo e garantir a segurança que todo cidadão merece, livre da ameaça de invasões e coações violentas. O debate sobre ocupações e segurança no campo deve ir além de discussões ideológicas e focar na imperiosa necessidade de garantir a lei e a ordem.








