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Indonésios respondem brasileiros no perfil de Lula: ‘Por que não salvaram oito vidas no incidente de balão?’
Internautas haviam criticado ação do governo da Indonésia no resgate de Juliana Marins
Após brasileiros deixarem diversos comentários nas redes sociais do presidente da Indonésia, Prabowo Subianto, usuários do país “revidaram” as críticas no perfil do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, respondendo às críticas dos brasileiros sobre a atuação do governo indonésio no caso Juliana Marins.
Inicialmente, internautas brasileiros pediram justiça pela turista no perfil de Subianto. Alguns inclusive exclamaram para não visitar a Indonésia e que o presidente era “totalmente responsável” pela morte de Juliana.
Em resposta, indonésio passaram a publicar comentários de deboche, insinuando que os brasileiros culpam a Indonésia pela morte de Juliana sem olhar para problemas internos. Um deles faz referência ao incêndio e à queda de um balão que matou 8 pessoas em Santa Catarina.
“Existe uma grande tragédia no seu país, porque não cuida? Não seria mais fácil salvar os passageiros do balão de ar quente com um helicóptero? Você disse que o equipamento da sua equipe é sofisticado? POR QUE VOCÊ NÃO PODE SALVAR 8 VIDAS NO INCIDENTE DE BALÃO DE AR QUENTE? E DE QUEM É A CULPA QUE O INCIDENTE ACONTECEU? Não faça justiça com suas próprias mãos”, afirma um usuário.
Outros internautas do país reforçaram que o vulcão Rinjani, onde a brasileira fazia a trilha quando teve o acidente, “não é para iniciantes” e pediram para que a equipe de resgate tampouco fosse criticada.
Juliana Marins sofreu uma queda no dia 21 de junho, durante uma trilha no Monte Rinjani. Ela foi localizada ainda com vida por drones, presa entre pedras. Sua família chegou a ser informada de que equipes haviam prestado socorro, mas a informação foi desmentida posteriormente.
Na segunda-feira (23), drones térmicos voltaram a localizá-la, mas a jovem já não apresentava sinais de movimento. O corpo foi resgatado dois dias depois. Os familiares afirmam que houve negligência e cobram apuração do caso. Na quinta-feira (26), o presidente Lula conversou por telefone com o pai de Juliana, Manoel Marins, para prestar solidariedade e assegurou que o Ministério das Relações Exteriores faria o traslado do corpo da turista até o Brasil.
Divulgado nesta sexta-feira (27), o laudo da autópsia no corpo de Juliana indica que a brasileira morreu de “fraturas múltiplas e lesões internas” e que sobreviveu por cerca 20 minutos após o trauma. Na manhã desta sexta, o presidente também alterou o decreto que impedia o Governo Federal de pagar pelo translado de corpos de brasileiros mortos no exterior.
A partir de agora, o Itamaraty poderá assumir os custos em casos excepcionais, como: quando a família comprovar incapacidade financeira; se não houver seguro ou contrato de trabalho que cubra as despesas; em mortes que gerem comoção pública; e havendo disponibilidade orçamentária.
Com informação TV Cultura.




