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Governo português anuncia que mais de 5.000 brasileiros podem ser expulsos do país; entenda
Forças de segurança podem ser acionadas caso cidadão não deixe a região voluntariamente
O governo de Portugal informou, na última segunda-feira (02), que irá notificar quase 34 mil pessoas que tiveram pedidos de residência negados para deixar o país voluntariamente ou à força. De acordo com o jornal português Público, 5.386 brasileiros estão nessa população.
O ministro da Presidência de Portugal, António Leitão Amaro, informou que a Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) está notificando cerca de 2 mil imigrantes por dia para saírem de Portugal.
“Estamos na ordem de um milhar em que já foram emitidas as notificações [de abandono voluntário]. [A AIMA] está numa fase de emissão de cerca de 2 mil notificações por dia”, disse.
Até o ano passado, uma das formas que estrangeiros tinham de morar no país era por meio da chamada “manifestação de interesse”. Ou seja: a pessoa que entrasse legalmente no país, tivesse emprego e estivesse inscrita e com situação regularizada perante a Previdência Social, poderia pedir autorização do governo para morar definitivamente em Portugal.
Entretanto, essaa medida foi extinta em junho de 2024, quando havia 440 mil pedidos desse tipo pendentes. A análise desses processos ficou a cargo da AIMA.
Desde então, segundo o balanço divulgado na última segunda (2), a agência analisou 184.059 pedidos de residência, dos quais 150.076 foram aceitos e 33.983, negados. São essas pessoas, que fizeram a manifestação de interesse até o ano passado e tiveram seus pedidos negados, que passarão a ser notificadas para deixar voluntariamente o país.
Atualmente, para permanecer por mais 90 dias em Portugal, é necessário ter um visto adequado ao perfil e objetivo de viagem. Os vistos podem ser para trabalho, estudo, aposentadoria, atividade remota, empreendedorismo, entre outros, e podem ser reemitidos após o fim do período de validade, ou a pessoa pode então entrar com pedido de cidadania portuguesa.
Para obter a cidadania portuguesa, é necessário residir no país, no mínimo, cinco anos, ter casado com um cidadão português ou comprovar descendência familiar.
Ainda segundo o Público, todo o processo de aviso realizado pela agência é acompanhado pelas forças de segurança, que podem ser acionadas a qualquer momento para expulsar à força pessoas que foram notificadas.
“Essa notificação, no regime português, permite o abandono voluntário e só leva ao abandono coercivo depois de um novo procedimento”, explicou Leitão Amaro em coletiva de imprensa para detalhar o que foi feito no primeiro ano de vigência do Plano de Ação para as Migrações de Portugal.
O ministro acrescentou que as notificações dos imigrantes foram aceleradas na última semana. “O processo de emissão está (em modo) semiautomático”, afirmou.
Quem for notificado, terá 20 dias para deixar o país, senão os imigrantes serão expulsos à força.
A lista dos quase 34 mil imigrantes que devem deixar Portugal, segundo o ministro, incluem:
- Indianos: 13.466
- Brasileiros: 5.386
- Cidadãos de Bangladesh: 3.750
- Nepaleses: 3.279
- Paquistaneses: 3.005
- Argelinos: 1.054
- Marroquinos: 603
- Colombianos: 236
- Venezuelanos: 234
- Argentinos: 180
- Outras nacionalidades: 2.790
Com as quase 34 mil pessoas notificadas para sair do país, a taxa de rejeição atingiu 18,5% em Portugal. Isso quer dizer que quase dois em cada 10 pedidos de residência com decisão final foram recusados, de acordo com informações do Público.
Com informação TV Cultura.




