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Fóssil interestelar: entenda por que o Meteorito Santa Filomena é tão importante para a ciência
Corpo celeste foi encontrado no telhado de uma casa na cidade no interior de Pernambuco
Terceiro maior meteorito recuperado do Brasil, o Santa Filomena foi apresentado esta semana e passou a integrar o acervo do Museu Nacional, no Rio de Janeiro.
Parece uma pedra comum, mas os 2,8 quilos têm mais história do que qualquer outra coisa na Terra. Até fósseis de dinossauro 🦕 são “bebês” 👶 perto dessa rocha, na escala astronômica.
Isso porque o Santa Filomena tem 4,6 bilhões de anos! ⌛
Quando a poeira de estrelas já mortas se fundiu e formou o Santa Filomena, o nosso Sol 🌞 nem havia aparecido — muito menos a Terra 🌎 e nossos vizinhos.
Então, tocar no Santa Filomena é tocar no passado!




De onde veio?
📍 Por falar em vizinhos, o meteoro que caiu em Pernambuco veio de bem longe: num ponto onde hoje passam as órbitas de Marte e Júpiter.
Mas calhou de o caminho do Santa Filomena cruzar com o da Terra, e na tarde de 19 de agosto de 2020, houve o impacto 💥.
Essa pedrinha anciã estava no telhado de uma casa. Quem achou foi a pesquisadora Amanda Tosi, da UFRJ.
Escrito nas estrelas
O Santa Filomena conta histórias por dentro e por fora.
A análise mineralógica da pedra não só comprova a idade. O laboratório descobriu no meteorito um componente que nem existe na Terra! É a troilita, literalmente um material extraterrestre. 👽
“Esse fragmento está ‘fresco’, não vai sofrer com as intempéries, como chuva, a erosão. Tanto que o meteorito rochoso, quando ele cai e ninguém recupera, fica meses ou anos e acaba parecendo muito uma rocha terrestre”, explicou.




