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Casal de onças se reencontra após ficar quase três anos separado, em Foz do Iguaçu
Macho foi afastado para que fêmea pudesse criar dois filhotes do casal. Expectativa é que onças tenham novos filhotes, em breve.
Um casal de onças se reencontrou após ficar quase três anos separado em um refúgio biológico de Foz do Iguaçu, na região oeste do Paraná. Os animais foram afastados para que a fêmea pudesse criar os filhotes.
O Valente, macho, foi afastado da família quando nasceram os filhotes Pytu e Poty. Em vida livre, o macho não acompanha o crescimento das oncinhas. A função de criar e ensinar aos bebês a caçar é da mãe, chamada Nena.
Um dos filhotes nasceu com melanismo, igual a mãe. Por isso, são onças pretas. Hoje, os filhotes já são adultos e moram em outros centro de conservação, para formar família.

Com os filhotes “criados”, Nena e Valente puderam se reencontrar. No começo, eles se cheiraram e se estranharam um pouco. Logo depois, rolaram na grama.
O médico veterinário Pedro Teles explicou que as onças conseguem se lembrar umas das outras.
“Onças são animais com memória afetiva muito grande. Por mais que eles tenham ficado esse tempo todo separados, um não esqueceu do outro”, explicou.
Proteção
A Mata Atlântica é um dos biomas em que as onças-pintadas estão mais ameaçadas. Os pesquisadores acreditam que existam menos de 300 felinos no bioma.
O Refúgio Biológico da Itaipu faz parte do programa nacional de preservação de espécies em risco de extinção, onde Valente e Nena vivem.
Com quase 15 anos, Valente é um dos poucos machos com a genética de Mata Atlântica ainda vivos no Brasil.
Agora, de volta com Nena, a expectativa é que o casal tenha novos filhotes, de acordo com a zootecnista Fabiana Stamm.
“Eles já se aproximaram, teve algumas cópulas, a gente não tem certeza se foi efetiva porque, provavelmente, a Nena ainda não está no cio. São três meses de gestação, a gente espera ter filhotinhos nos próximos meses”, disse.




