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Suspeito de matar esposa na Cidade Industrial de Curitiba tinha ‘ciúme possessivo’ e não deixava vítima falar com familiares, diz delegada
Conforme a Polícia Civil, homem fugiu após deixar o corpo da vítima na casa deles. PRF encontrou e prendeu o suspeito na BR-277, em Irati, na região central do Paraná
O homem preso suspeito de matar a esposa na Cidade Industrial de Curitiba e depois deixar a filha suja de sangue na casa da babá era ciumento e não deixava a vítima falar com familiares ou estudar, segundo a delegada Vanessa Alice, que investiga o caso.
O suspeito foi preso na tarde de quinta-feira (16) em um posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF), em Irati. Ele foi detido após os agentes encontrarem marcas de sangue na roupa dele e dentro do carro que ele dirigia.
Segundo a delegada, testemunhas foram ouvidas para a polícia entender a motivação do crime. De acordo com os depoimentos, o suspeito tinha “ciúme possessivo” com a vítima.
“O relacionamento deles era bastante conturbado, ele controlava o que ela devia vestir ou não, com quem ela devia falar. O contato com a família era bem raro. Ele não deixava ela ter contato com os familiares, ela só falava com a mãe”, afirmou Vanessa Alice.
O suspeito deve ser ouvido pela polícia em Curitiba nesta sexta-feira (17). Ao ser detido, segundo a polícia, o homem confessou que esfaqueou a mulher. O G1 tenta contato com a defesa dele.
O crime
O corpo da vítima foi encontrado também na quinta, em casa. Segundo a polícia, o homem matou a mulher em casa na quarta-feira (15), colocou o corpo dela no banco de trás do carro e levou a filha até a babá.
A cuidadora estranhou que a criança estava suja de sangue e que parecia haver uma pessoa deitada no banco do carro do homem. No dia seguinte, após ninguém ir buscar a criança, a babá chamou a polícia.
Colegas de trabalho da mulher também procuraram a polícia após ela não ir trabalhar na manhã de quinta-feira.
Segundo a polícia, após deixar a criança com a babá, o suspeito voltou para casa, deixou o corpo da esposa e tentou fugir, até ser preso na estrada.




