Policial e Trânsito
Policiais presos suspeitos de se apropriarem de mercadorias apreendidas atuavam em Foz do Iguaçu e região
Dos 15 PMs presos com mandado, 10 eram de Medianeira, três de Foz do Iguaçu, um de Missal e um de São Miguel do Iguaçu. Dois suspeitos presos em flagrante foram liberados mediante fiança.
Os 15 policiais presos com mandado de prisão, suspeitos de se apropriarem de mercadorias importadas de forma irregular, atuavam na região de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
De acordo com a promotoria, 10 deles eram de Medianeira, três de Foz do Iguaçu, um de Missal e um de São Miguel do Iguaçu. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (2).
Conforme o Gaeco, no dia da operação, outros dois policiais suspeitos de envolvimento no esquema foram presos em flagrante com droga e mercadorias contrabandeadas. Eles foram liberados na sequência, após pagamento de fiança.
Segundo a Polícia Militar (PM), os 15 suspeitos foram afastados das funções e ouvidos em audiência de custódia. Eles seguem à disposição da Justiça.
De acordo com o tenente da PM Gabriel Battesini, nenhuma cidade em que os policiais atuavam será prejudicada na segurança pública, pois houve remanejamento dos profissionais.
“Algumas equipes de Foz do Iguaçu vão atuar de forma sistemática nesses municípios, com ações e operações, buscando tanto apoiar o policiamento local, como perpetrar alguma operação especial buscando resultados específicos”, explicou.
Os investigados podem responder por organização criminosa, peculato, prevaricação e falsidade ideológica. Além de responderem processo administrativo interno da PM.
O Ministério Público do Paraná (MP-PR) informou que seis policiais estão presos no Batalhão da Polícia Militar (PM) de Foz do Iguaçu, oito foram levados para o batalhão de Curitiba e um deles está detido em Cláudia (MT).

Investigação
Segundo as investigações, após se apropriarem das mercadorias, os policiais liberavam a pessoa abordada e produziam boletins de ocorrência com informações genéricas e sem descrição de produtos apreendidos, facilitando o desvio da mercadoria.
Conforme a promotoria, durante a operação, foram apreendidos 33 celulares com os policiais militares. Todos foram encaminhados para perícia.
O objetivo é encontrar provas relevantes para reforçar as provas que o Gaeco levantou durante a investigação, segundo o MP-PR. Após essa etapa, será oferecida denúncia à Justiça sobre o caso.
As equipes também apreenderam coletes balísticos, equipamentos eletrônicos e documentos.




