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Atlético-MG x Boca: 11 vítimas de desacato e lesão corporal prestam queixa contra argentinos

Dois integrantes da delegação argentina foram autuados por dano qualificado e liberados após pagarem R$ 3 mil de fiança, cada; outros quatro assinaram um TCO por lesão corporal e desacato

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Confusão após partida entre Atlético-MG e Boca Juniors, no Mineirão — Foto: Reprodução/redes sociais
Camargo Café

Dois jogadores do Boca Juniors, presos em flagrante pelo crime de dano qualificado, cometidos durante a confusão depois da partida contra o Atlético-MG, no Mineirão, pagaram fiança de R$ 3 mil cada e foram liberados, no início da tarde desta quarta-feira.

Outros quatro membros da delegação assinaram um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) pelos crimes de lesão corporal e desacato. Segundo a Polícia Civil, 11 vítimas compareceram à delegacia.

NM Empreendimentos – Linha Arara

Os integrantes da delegação do Boca Juniors passaram a noite de terça e toda a de quarta-feira na unidade policial, no bairro Alípio de Melo, na Região da Pampulha, em Belo Horizonte.

A princípio, três integrantes da delegação, todos com 25 anos, foram conduzidos por terem danificado partes da estrutura do estádio. No entanto, segundo o delegado Luiz Otávio Matozinhos, a voz de prisão foi ratificada contra dois. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados.

Segundo ele, os jogadores permaneceram em silêncio. Um inquérito policial foi instaurado e será encaminhado à delegacia de eventos, onde mais investigações serão realizadas.

De acordo com o delegado Henrique Miranda, o boletim de ocorrência da Polícia Militar indicava 13 vítimas, das quais 11 compareceram à delegacia, entre seguranças e parte da delegação do Atlético-MG, além de seguranças da Minas Arena, empresa que administra o Mineirão. Elas receberam guias para a realização de exames de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML).

– Esses quatro (integrantes da delegação) teriam desacatado policiais militares que, após o início da confusão, foram chamados para conter e separar os envolvidos. Eles teriam disparado cusparadas contra os militares, desacatado-os de outras formas. Esses mesmos quatro teriam agredido outras pessoas, funcionários da segurança do estádio e outros membros da delegação (do Atlético-MG) – explicou o delegado.

Os quatro envolvidos, que também não tiveram os nomes revelados, assumiram o compromisso de comparecer a uma futura audiência no Juizado Especial Criminal.

– O TCO é uma espécie de prisão em flagrante em que é oferecida aos autores a possibilidade de evitar a prisão, mediante a assinatura de um termo de compromisso. Então, eles assumem o compromisso de, posteriormente, comparecer à justiça em uma audiência – explicou Miranda.

Segundo o delegado, o cônsul da Argentina acompanhou os trabalhos na delegacia.

Apenas sete integrantes da delegação foram conduzidos à delegacia, mas toda a delegação do Boca Juniors optou por comparecer à unidade policial. Eles passaram mais de 12 horas em frente ao local, em dois ônibus. O time perdeu o voo de volta para a Argentina, previsto para a madrugada passada, e embarcou na tarde desta quarta.

Do terra – Anderson
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