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Veja o que é #FATO ou #FAKE nas declarações do ministro Marcelo Queiroga na CPI da Covid

Titular da pasta da Saúde prestou depoimento pela 2ª vez.

Publicado

em

Silveira institucional

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, prestou depoimento nesta terça-feira (8) na CPI da Covid no Senado.

A equipe do Fato ou Fake checou as principais declarações dele. Leia:

Gramado Presentes

“O Brasil, no ranking mundial da Our Word in Data, é o terceiro país que mais aplicou a primeira dose de vacina: Estados Unidos, Índia e Brasil”

 — Foto: G1

— Foto: G1

#NÃOÉBEMASSIM. Veja o porquê: Segundo o Our World in Data, a China já aplicou mais de 794 milhões de doses da vacina. O país, porém, não especifica, do total, quantas são primeira e quantas são segunda dose. Mesmo trabalhando com o menor número possível nesse caso (397 milhões de doses), a China aparece em 1º no ranking, à frente dos EUA, da Índia e do Brasil.

Além disso, se for levado em conta o percentual da população vacinada com ao menos uma dose, o Brasil aparece atrás de mais de 60 países no Our World in Data.

“22,9 milhões tomaram a segunda dose; portanto, 14,3% da população vacinável já recebeu a vacina”

 — Foto: G1

— Foto: G1

A declaração é #FATO. Veja o porquê: Cerca de 23 milhões de brasileiros já receberam a segunda dose da vacina contra a Covid-19, segundo os dados mais atualizados do consórcio de veículos de imprensa. Quando o ministro se refere à população “vacinável”, ele faz menção aos maiores de 18 anos. E, de fato, o total de imunizados com as duas doses perfaz 14,3% da população adulta.

“Campeonato Brasileiro de Futebol aconteceu com mais de cem partidas, dentro de um ambiente controlado, sem público nos estádios, e houve apenas um caso positivo”

 — Foto: G1

— Foto: G1

A declaração é #FAKE. Veja o porquê: Houve 302 casos positivos para Covid-19 em jogadores que participaram da Série A do Campeonato Brasileiro de 2020, iniciado em 8 de agosto de 2020 e encerrado em 25 de fevereiro de 2021. Ao considerar os demais profissionais que atuam nos times que participaram, o número sobe para 320 infectados. O levantamento foi feito pelo Esporte Espetacular.

Logo na primeira rodada do Campeonato Brasileiro, a partida entre Goiás x São Paulo, realizada em Goiânia (GO), foi adiada após vários jogadores do time da casa testarem positivo para a Covid-19 na manhã da partida.

Na Série B, um jogador do Avaí teve que ser substituído em janeiro durante o intervalo da partida após testar positivo para a Covid-19. O teste foi feito na manhã da partida, no dia 16, e o resultado foi informado apenas com a partida ocorrendo.

O levantamento de casos de Covid-19 nos times mostrou o cenário da doença em cada um dos clubes que participaram da Série A do Campeonato Brasileiro. Dentre os 20 participantes, mais da metade teve mais de um “time completo” infectado, ou seja, mais de 11 jogadores. Vasco e Fluminense lideraram a lista, com 26 profissionais cada um. O Palmeiras apareceu em seguida, com 24. O Flamengo, campeão da última temporada, teve 21 casos no elenco.

Além dos casos, houve uma morte em razão do novo coronavírus registrada durante o torneio: a do massagista Jorginho, do Flamengo.

Em um momento posterior do depoimento, Queiroga disse que o caso a que se referiu foi o único com “transmissão em campo”. Tal afirmação não se sustenta, já que é impossível atestar a origem da infecção nos mais de 300 atletas e profissionais das comissões técnicas.

“A probabilidade de transmissão da Covid-19 em ambientes abertos é muito pequena se os pilares de prevenção da doença, como uso de máscara e distanciamento físico forem seguidos, que são fatos que não ocorrem durante jogos de futebol. O contato físico é inevitável em esportes coletivos, aumentando o risco de transmissão respiratória entre os atletas. Além disso, o contato dos profissionais não ocorre somente nos jogos oficiais, mas também nos treinos, dentro dos vestiários, nos hotéis, durante o transporte aos jogos e, pior ainda, no compartilhamento de garrafas de água que vemos frequentemente”, afirma a infectologista Ana Helena Germoglio, da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital da Asa Norte (HRAN), referência no tratamento de Covid-19 no Distrito Federal.

“82% dos indígenas tomaram a primeira dose e 71% dos indígenas tomaram a segunda dose – e aqui eu me refiro aos indígenas aldeados”

A declaração é #FATO. Veja o porquê: De acordo com dados do DSEI (Distritos Sanitários Especiais Indígenas), já foram vacinados com a primeira dose 333.391 indígenas no país, o que equivale aos 82% apresentados pelo ministro. Os que receberam a segunda dose são 288.892, que representam os 71% ditos por Marcelo Queiroga. O painel de vacinação indígena é mantido pela Sesai (Secretaria Especial de Saúde Indígena) e os números são referentes a uma população total de 408.232 indígenas com 18 anos ou mais.

Com informações de G1

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