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Unioeste e Unipar recebem patente de produto cicatrizante inovador

Patente concedida pelo Inpi refere-se a produto para ferida cutânea, desenvolvido pelas duas instituições e útil para as áreas da saúde humana e animal, e que se correlaciona a inovações do setor farmacêutico. A pesquisa e a parceria vêm sendo desenvolvidas desde 2015.

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Parceria entre Unioeste e Unipar recebe patente de invenção Foto: Unioeste
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A Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) e a Universidade Paranaense (Unipar) desenvolveram, em parceria, um novo produto com efeito cicatrizante para tratamento de feridas cutâneas. Ele recebeu patente do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi). A invenção é útil nas áreas da saúde humana e animal e se correlaciona a inovações do setor farmacêutico.

A patente, confirmada em 5 de maio de 2021, refere-se à produção de filmes contendo nanofibras de PVA (álcool polivinílico), um polímero biocompatível e biodegradável que não causa nenhum problema em contato com a pele ou ferida. Estas nanofibras, ou seja, fibras muito finas, possuem um extrato de uma planta – a Terminalia catappa, conhecida como amendoeira-da-praia, que tem ação antimicrobiana, antifúngica e antinflamatória.

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Para o professor Douglas Cardoso Dragunski, do curso de Química e mestrado em Química, mestrado e doutorado em Engenharia Química da Unioeste, Campus de Toledo, a invenção é inovadora para a cicatrização de feridas.

“Traz um novo tipo de curativo para ser empregado em feridas. O material de nanofibras faz com que haja um crescimento mais ordenado das células e a possibilidade de formação de queloides ou de imperfeições das células ficam menores. Assim, há uma cicatrização muito mais efetiva no local”, explica.

A pesquisa e a parceria vêm sendo desenvolvidas desde 2015. A Unioeste produz o filme contendo nanofibras, fazendo também as análises técnicas, como a resistência, a análise térmica, como está a opacidade. A Unipar faz o extrato e aplica o filme contendo o extrato em estudos in vivo.

Em ratos já foi observada uma melhora da cicatrização. Porém, antes de a sociedade ter acesso ao produto, ainda é preciso testes em humanos.

“Para que se consiga ter a aplicação em seres humanos, vamos precisar de outra fase, que é de uma parceira de produção em larga escala. Será mais específica para conferir se o produto tem o mesmo efeito verificado nos ratos. Esse é o último estágio antes de comercializar o produto”, explica o professor Douglas.

INOVAÇÃO

A expectativa do professor é que a invenção consiga sanar vários problemas em relação a curativos e feridas, principalmente de pessoas diabéticas ou até mesmo de queimados.

“Fazer com que haja uma cicatrização mais segura, sem a proliferação de microrganismos. O extrato não deixa crescer esses microrganismos, seja bactérias ou fungos. Além disso, ocorre uma recuperação quase perfeita de pele”, afirma. “Por isso é muito gratificante poder ajudar as pessoas sem causar traumas”.

TIME 

Além de Douglas, estão entre os que participaram do desenvolvimento do produto Luiz Romulo Alberton, André Giarola Boscarato, Filipe Corrêa Pacheco, Leandro Couto Da Silva, Gabriel Nardi De Souza, Emerson Luiz Botelho Lourenço e Daiane Helscher Da Silva.

Bui Barbosa Rodapé
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