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Após ouvirem prédio ‘estalando’, moradores fazem mudanças às pressas em Rio das Pedras
Há uma semana, uma construção veio abaixo matando duas pessoas e ferindo outras quatro. Corpo de Bombeiros foi chamado e isolou o local; Defesa Civil fará vistoria para checar ‘existência de possíveis riscos estruturais’ no imóvel.
Moradores da Rua Estrela Dalva, em Rio das Pedras, começaram uma mudança às pressas nesta quinta-feira (10) após ouvirem um prédio estalando no local. Eles acionaram o Corpo de Bombeiros por volta das 16h59, e uma unidade do quartel de Jacarepaguá foi enviada para checar a situação.
Vídeos que começaram a circular pelas redes sociais mostravam moradores retirando móveis e objetos do local. Uma aglomeração também se formou próximo da ocorrência.
“Os bombeiros forma chamados, isolaram o local e também contataram a Defesa Civil Municipal. A ocorrência continua em andamento”, informou a assessoria de imprensa dos Bombeiros.

A Defesa Civil, por sua vez, confirmou que foi acionada por moradores da Rua Estrela Dalva, nº 185.
“Uma equipe técnica realizará vistoria para verificar a existência de possíveis riscos estruturais na edificação”, diz a nota encaminhada pelo órgão.
Desabamento há uma semana
O local fica a 1km de onde desabou um prédio de quatro andares na semana passada, matando duas pessoas e ferindo outras quatro na Rua das Uvas, esquina com a Avenida das Areinhas. Uma das vítimas, inclusive, continua internada.
Os mortos são Natan Gomes, que tem cerca de 30 anos, e sua filha Maitê, de aproximadamente 3 anos de idade. Eles são marido e filha de Kiara Abreu, última vítima resgatada com vida e levada para o Hospital Miguel Couto, na Zona Sul do Rio.
No primeiro andar do prédio funcionava uma lan house, que seria administrada por Natan. Ele morava com a mulher e a filha em um pavimento superior.

Local fica a pouco mais de 1km de onde desabou um outro prédio no dia 3 de junho — Foto: Reprodução/Google Maps
‘Berço’ das milícias
Rio das Pedras é considerado o berço da milícia no país. A região habitada em sua maioria por retirantes nordestinos, ainda nos anos de 1960, se protegeu como pode dos avanços das facções de narcotraficantes que começaram a dominar territórios duas décadas mais tarde.
A região resistiu a guerras sangrentas e viu surgir a falsa proteção de grupos paramilitares que prometiam a tranquilidade que moradores não teriam em favelas onde drogas eram vendidas.
Um dos fundadores da milícia na região foi o inspetor de polícia Félix Tostes. Tostes foi morto em 2007 com mais de 30 tiros. Na época, quem assumiu o comando da miliciana região foi o vereador Josinaldo Francisco da Cruz, o Nadinho de Rio das Pedras, que foi acusado pelo morte de Félix. Nadinho foi assassinado dois anos depois.
Com informações de G1




