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Morar com afeto: o que isso significa para você?

São inúmeras as formas e ações que podemos fazer para chegar a uma casa afetiva

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Pensando em como eu iria iniciar os nossos encontros mensais, e que eu gostaria de usar este espaço para compartilhar com você experiências que vão além da arquitetura formal, apresentando informações ora mais técnicas ora mais práticas… fiz essa “misturinha” que chamo de “ArquiVida”. E me veio a vontade de começar por um dos assuntos que eu mais prezo em meus projetos: o morar de forma afetiva.

Tudo associado a este momento em que somos assombrados por pela pandemia de Covid-19, e estamos ressignificando nossas vidas. Este conteúdo me pareceu ser muito oportuno…

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MORAR COM AFETO… o que isso significa para você? E onde entra a nossa linda arquitetura nesse contexto?

Para mim, muito além de uma casa grandiosa em tamanho ou em inúmeros objetos caros, uma casa com afeto é feita do conjunto de sensações, de lembranças, de cheiros, de cores e texturas que possam traduzir a personalidade dos seus moradores. E pensando nisso, procuro conhecer a essência dos meus clientes. Inclusive costumo dizer que quanto maior o vínculo de amizade que consigo criar, quanto mais empatia passa a existir neste nosso convívio durante meses, maior é a fluidez e consequentemente melhor o resultado. Pois, sempre procuro entregar projetos que tenham a essência dos clientes, para que seus lares sejam redescobertos e vivenciados dia após dia. Assim, diariamente as pessoas terão a “vontade de voltar para o seu abrigo”.

São inúmeras as formas e ações que podemos fazer para chegar a uma casa afetiva, até porque não existem regras, o afeto vem justamente de um conjunto de variáveis muito particulares que cada família tem. Mas para tornar o assunto mais palpável, vou compartilhar algumas dicas para você entender o espírito desse jeito de morar:

DESCUBRA-SE E CONECTE-SE COM A SUA CASA

Marque um encontro seu com você, reviva por alguns momentos a sua história e se pergunte o que é importante para você. O que te traz a sensação de conforto? O que te deixa em paz? Tem algum aroma que te faz sorrir? E por aí vai! Quando você se descobrir novamente, ficará mais fácil se reconhecer no espaço onde você vive ou em qual espaço você quer viver. E assim, talvez você descubra que aquela casa da revista, por mais maravilhosa que seja, não atinja os seus desejos, as suas expectativas de lar. Pois, como sempre falo, liberte-se dos modismos, esqueça o popularmente feio e bonito! Na boa arquitetura, a importância está na harmonia do conjunto. Passe a significar os elementos e os revestimentos, sem sair “catando” tudo que ficou “lindo” na casa de um amigo ou no projeto da revista. Essas coisas podem gerar um resultado desarmônico com o que o seu íntimo sente ser aconchegante, funcional, belo, e assim te desconectar da sua casa.

ELEJA OBJETOS SIGNIFICATIVOS PARA O DECÓR

Se para você, um objeto antigo ou um móvel que herdou são significativos, te trazem sentimento de aconchego, boas lembranças – que tal mesclar eles com peças mais atuais? Equilibrando sua decoração e sua vida, entre o sólido, a memória, mas também deixando o novo entrar. O objetivo é o equilíbrio! Deixar sua casa linda e atual, mas sem deixar de lado o afeto que certos elementos (peças decorativas ou mobiliário) possam promover.

Mais um exemplo… Esta foi uma peça herdada, com significado afetivo para a família, e para ela reservamos um espaço na cozinha gourmet que recebeu o mobiliário de marcenaria, que também foi mesclado móveis já existentes e móveis projetados para atender ao novo espaço que passou por uma reforma. A protagonista é esta cristaleira que trouxe personalidade ao ambiente.

CRIE ESPAÇOS DESTINADOS ÀS “BOAS LEMBRANÇAS”

Se você curte viagens, por exemplo, pode transformar uma parede em uma área mais intima da sua casa em uma “galeria” com fotos daquelas viagens que te trazem boas lembranças e sensação de aconchego, prazer e felicidade. Ou ainda, reservar um espaço para souvenirs de cada viagem em uma estante ou nichos. As vezes, isso pode ser um desafio, pois, transformar sentimento em algo material sem ficar piegas nem sempre é uma tarefa fácil, mas faça tudo com bom senso e certamente alcançará um resultado satisfatório aos seus olhos e ao coração.

Para essa sala íntima, por exemplo, trocamos o mobiliário solto, fizemos nova pintura, mas mantivemos os quadros que são registros de viagens ou lembranças de viagens. Ainda organizamos o hobby de crochetar com o cesto e a mesinha lateral, e seguimos mantendo os objetos que tinham um valor afetivo, como o relógio de mesa.

COLOQUE A SUA PERSONALIDADE EM EVIDÊNCIA

Em uma casa com afeto, a sua identidade é a protagonista da composição. Se você, por exemplo, é fascinado por astronomia e ama olhar o céu, talvez um terraço que possa ser usado como observatório seja o que vai te proporcionar as melhores sensações em sua casa. Ou ainda, se você tem forte tradição religiosa, um oratório pode ser um diferencial que te trará concessão com sua casa, ou mesmo um espaço para meditação, dependendo de sua escolha. E por aí vai… se o que te faz feliz é ficar ao ar livre, se você gosta de estar rodeado por plantas, investir em um espaço para cultivar suas plantas, em um terreno mais amplo ou mesmo abrindo mão de um cômodo para ampliar a sacada em um apartamento mais compacto, possibilitando um jardim, pode ser o diferencial que irá te atrair para casa todos os dias e te fará feliz!

Este exemplo registramos em uma das visitas à Casacor SP. Apresentamos uma referência para um oratório, mostrando que não demanda de muito espaço, caso não se tenha. Também poderia ser algo mais tradicional sem dúvida, mas lembrem que tudo depende da personalidade do morador.

Enfim, para morar com afeto não existem regras, não existe uma formula pronta, apenas faça sua casa para você e não para seus amigos ou parentes. Você é o protagonista! Conecte-se a ela. Se a sua casa tiver a sua alma, ela representará a sua personalidade, as suas preferências, e por mais peculiares que possam ser, todos os seus amigos sentirão que a sua casa é linda, pois “te completa ou você completa ela” independente da possibilidade de não ser o que ele faria na casa dele… e aí começamos tudo novamente, não é? Na casa do seu amigo.

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