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Agronegócio

Produtores de milho enfrentam perdas na ‘safrinha’

Falta de chuva e calor excessivo prejudicaram desenvolvimento de plantas; Governo Federal liberou renegociação de dívidas de crédito rural para 16 estados, incluindo o Paraná.

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Foto: G1paraná.
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Para muitos agricultores do Paraná, a safrinha do milho está longe da expectativa. Isso porque o clima do início de ano, com chuvas abaixo do esperado e calor excessivo, atrapalhou a formação dos pés da planta.

Em Palotina, na região oeste, produtores como Itamar Colombo já contam os prejuízos.

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“Esse ano faltou a chuva, mas o que mais castigou mesmo foi o sol muito forte, 45 a 46 graus, sensação absurda. A planta ‘se entregou’, enrugou a folha, e aí não tem como”, diz.

O agricultor conta que, nos 14 anos em que planta milho, nunca havia passado por um período como esse.

A produção em uma área na propriedade de Colombo foi 100% perdida. Não chove na região há, pelo menos, 60 dias – pés de milho, que já deveriam ter 2,20 m de altura, não passam de 1,65 m.

“Não choveu bem desde o começo, mas a última chuva aqui foi de 7,5 mm em 17 de março, não deu nem 1 mm por dia em uma cultura que precisa de 8 mm por dia de água. Olhando aqui, não temos expectativa nenhuma”, relata Colombo.

O pesquisador Alfredo Paiola, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), explica que, no ponto em que a plantação se encontra, nem mesmo uma boa chuva mudaria esse cenário.

“Ajudaria um pouco no enchimento de grãos das poucas plantas que estão com espigas. Mas muitas plantas nem chegaram a dar espiga, e aí [uma chuva] não vai mudar nada. Culturas mais jovens, que foram instaladas em março, por exemplo, a chuva ajudaria mais, porque ajudaria na formação de fileiras, número de grãos por fileiras e refletiria um pouco mais o potencial produtivo”, afirma.

O Instituto de Desenvolvimento Rural (IDR) também acompanha a situação dos produtores de milho safrinha da região de Palotina. A cultura é a principal de segunda safra da região, com 45 mil hectares plantados. A estimativa é de que metade da produção será perdida.

“Estima-se que essas perdas sejam ampliadas e, muito provavelmente, seja atingida a pior marca histórica do milho segunda safra aqui no município”, diz Eduardo Wammes, engenheiro agrônomo do IDR em Palotina.

A crise hídrica também atinge outras regiões do Paraná, como cidades do norte e do noroeste, e, consequentemente, provoca queda na produção. A expectativa inicial de colher 15 milhões de toneladas de milho já está descartada pelo Departamento de Economia Rural (Deral).

“No âmbito geral do estado, temos um viés negativo e teremos uma produção menor, algumas regiões com perdas mais significativas que outras”, diz Edmar Gervásio, analista do Deral.

“Hoje, já falamos em 500 mil toneladas a menos do que a projeção inicial, um valor bastante significativo para o estado”, acrescenta.

O prejuízo deve afetar toda cadeia produtiva, já que grande parte da alimentação dos animais tem como base o milho. Além da queda na produção, o preço pago ao produtor também não está atrativo.

Segundo o Sindicado Rural de Palotina, os agricultores esperam que o Governo do Estado decrete situação de emergência, para que possam, assim, renegociar as dívidas.

“Já viemos de situações anteriores complicadas, o preço da soja agora que não cobre os custos, milho com baixa produtividade e preço baixo, não vamos conseguir cumprir com nossos compromissos. A renegociação é fundamental para que o produtor rural possa continuar produzindo”, diz Edmilson Zabott, presidente do sindicato.

Renegociação de dívidas

O Governo Federal autorizou a renegociação de dívidas de produtores de 16 estados, incluindo o Paraná, que tiveram prejuízos com eventos climáticos. A renegociação abrange operações que totalizam mais de R$ 28 bilhões, com recursos de diversos fundos. Os pedidos precisam ser feitos até o dia 31 de maio.

Com informação G1 paraná.

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