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Libertadores 2024: quais dificuldades os atletas brasileiros podem encarar em uma altitude de quatro mil metros?

Médica analisa os riscos e dá dicas para amenizar os efeitos; sorteio da fase de grupos será em 18 de março

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Foto: Tv Cultura.
Encanto e magia

Na última terça-feira (6), a Conmebol anunciou que o sorteio dos grupos da Copa Libertadores 2024 será no dia 18 de março, após a realização de todas as partidas das fases preliminares. Até o momento, Fluminense, Palmeiras, São Paulo, Grêmio, Atlético-MG e Flamengo já estão confirmados na fase de grupos, enquanto Botafogo Red Bull Bragantino entram na fase preliminar da competição.

Além dos desafios tradicionais na busca pela taça de campeão, os clubes brasileiros ainda terão que enfrentar um extra, caso o Always Ready, da Bolívia, se classifique para a fase de grupos. Na última semana, a Conmebol autorizou a equipe boliviana a disputar suas partidas em casa, no Estádio Municipal de El Alto, que possui quatro mil metros de altitude. A estreia do local na competição acontecerá no próximo dia 20, quando o time encara o Sporting Cristal, do Peru, na segunda fase da pré-Libertadores. A autorização da entidade aconteceu após a realização de diversas obras estruturais.

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Altitudes exorbitantes são extremamente criticadas pela dificuldade que implicam em atletas que não estão acostumados.

“Em geral, a partir de dois mil metros, temos o mal agudo das montanhas. Os sintomas são náuseas, vômitos, tonturas, cefaleias, que surgem de seis a 12 horas depois de estar nesse ambienteAcima dos quatro mil metros, os sintomas são mais severos. Se não for tratado, pode evoluir para edema agudo pulmonar e edema cerebral”, afirma Flávia Magalhães, médica especialista em gestão de saúde e performance de atletas, que já teve passagens pelas seleções brasileiras masculina e feminina de futebolAtlético Mineiro e América Mineiro.

Segundo a especialista, alguns artifícios podem ser usados para tentar minimizar os efeitos de altitude tão extrema.

“A alternativa ideal, antes de um jogo na altitude, seria uma aclimatação no local de três semanas, mas sabemos que isso é inviável no futebol. Deve-se aumentar o consumo de ferro, ter uma hidratação vigorosa, ingestão de carboidratos e de vitaminas. Seis horas antes da subida para o local da partida, pode se tomar um anti-inflamatório”.

A médica, que trabalhou nos Jogos Olímpicos de 2016 e na Copa América de 2019, diz que é natural a possibilidade de queda de rendimento dos atletas quando submetidos a altas altitudes.

“Ela ocorre porque, no futebol, o atleta faz vários sprints e a baixa pressão de oxigênio interfere na recuperação entre eles. Além disso, para um mesmo nível de esforço, na alta altitude há um maior gasto energético do que em uma região de baixa altitude”, finaliza.

Na atual edição do torneio, o campeão vai receber uma premiação recorde de US$ 28 milhões (cerca de R$ 141 milhões).

Com informação Tv Cultura.

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