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No Paraná: Equipe médica junta cama de casal de idosos com Covid e vê recuperação acelerar

Ela tem 83 anos e ele 87

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Equipe médica juntou camas do casal para que eles se recuperassem juntos — Foto: Hospital Marcelino Champagnat
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A história de amor de Albanita e Izan Bauer já dura quase 70 anos e ganhou um episódio especial – mas também difícil – após ambos serem diagnosticados com Covid-19. O casal precisou ficar internado e, juntos, superaram a doença.

A recuperação foi ainda mais rápida após a equipe médica do hospital juntar as camas do casal.

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Albanita tem 83 anos, e Izan 87. O casal vive em Curitiba. No fim de abril, Izan sofreu um infarto e precisou ser internado. Durante o tratamento, um diagnóstico de Covid-19 preocupou ainda mais a família.

A filha do casal, Patrícia Bauer, conta que o idoso foi transferido para o Hospital Marcelino Champagnat, em Curitiba, para tratar a doença e se recuperar do ataque do coração.

“Ele precisou ir para a UTI. A situação dele se agravou bastante, por causa dessas comorbidades cardiológicas. Isso me desesperou, porque a ligação dele com a minha mãe é muito forte”, disse.

Durante esse período, Albanita também adoeceu, sendo diagnosticada com Covid-19. De acordo com a família, ela também sofre de Alzheimer.

Quando o resultado do exame veio, no início de maio, Izan tinha recebido alta da UTI e estava internado no quarto. Ao analisarem o estado da idosa, os médicos recomendaram que ela também fosse internada.

Patrícia lembra que a mãe precisou ser hospitalizada no dia do aniversário de Izan. Apesar de ver a esposa doente, ele ficou feliz em poder reencontrá-la, uma vez que ficou no mesmo quarto que ele.

“Ele estava no quarto e, de repente, eu entrei com a minha mãe na maca. Foi uma surpresa. E ele falou: ‘é o meu amor, meu grande amor, o maior presente de aniversário da minha vida’. Foi um momento muito lindo”, contou Patrícia.

Recuperação

A simples ideia de juntar as camas fez com que a equipe médica percebesse uma melhora rápida no quadro de saúde do casal. No último domingo (22), os dois receberam alta e puderam voltar para casa.

Patrícia diz que teve a percepção que os sintomas da Covid-19 desapareceram depois que eles se encontraram para se recuperarem juntos.

“A partir dali começou a recuperação mais sensível do meu pai. E a minha mãe, embora no início da enfermidade, se manteve firme e feliz por ele estar ao lado. Eles ficavam de mãos dadas, faziam a fisioterapia juntos. Foi muito bonito de assistir. Funcionou e fez bem”, contou.

O dia de maior felicidade foi quando o casal recebeu alta. Agora, os cuidados continuam em casa, onde Albanita e Izan se recuperam bem.

Para Patrícia, apesar das dificuldades do tratamento, o episódio deixou uma lição de companheirismo e amor.

“Embora tenha sido cruel, foi uma experiência emocionante. É uma lição de resiliência, de companheirismo, de parceria. Foi algo muito especial”, disse.

O tratamento

A médica Larissa Hermann Nunes auxiliou no tratamento do casal e reforça que a recuperação dos idosos foi acentuada depois que eles puderam ficar juntos.

A profissional contou que, durante a pandemia, o hospital optou por unir casais que estavam tratando a doença, facilitando a recuperação e tornando o tratamento mais humanizado. No caso de Albanita e Izan, os benefícios ficaram ainda mais claros.

“Eles ficaram muito mais calmos, compreendendo o que estava acontecendo. O ritmo de respiração melhorou, a saturação de oxigênio começou a melhorar. E isso ajudou com que eles pudessem ir para casa logo”, afirmou.

Para Larissa, um dos momentos mais especiais foi a primeira noite em que os dois puderam dormir com as camas juntas.

“O seu Izan disse que aquela tinha sido a melhor noite dele no hospital, que ele tinha conseguido dormir tranquilo, justamente porque ele estava perto de quem ama. Isso aquece muito o coração.”

Cesar Tintas
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