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Grafite pode se tornar cultura a ser protegida no Paraná; Arte feita pelos “Os Gêmeos” gera polêmica com Bisneto de Niemeyer

O arquiteto Paulo Niemeyer, afirmou que pretende acionar a Justiça para que o trabalho seja apagado

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|Fotos: Dálie Felberg / ALEP|
Rui Barbosa

Um projeto de lei que tramita na Assembleia Legislativa do Paraná quer tornar reconhecida a prática do grafite como manifestação artística de valor cultural. A proposta 425/2021, protocolada pelo deputado Boca Aberta Jr. (PROS), determina que as artes sejam realizadas com o objetivo de valorizar o patrimônio público ou privado, desde que autorizada por estes. “É papel do Estado garantir o acesso à cultura, como direito de cidadania. Sendo assim, este projeto de lei visa proteger e dar visibilidade ao setor de grafite por estes motivos”, diz o deputado na justificativa da matéria.

De acordo com a proposta, os temas dos grafites não poderão conter conteúdo publicitário. Por isso, diz o projeto, as intervenções artísticas não poderão fazer referências a marcas ou produtos comerciais. Também não poderão conter referências ou mensagens de cunho pornográfico, racista, preconceituoso, ilegal ou ofensivo a minorias, grupos religiosos, étnicos ou culturais.

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Para Boca Aberta Jr. o projeto tem o poder de democratizar a arte em espaços públicos.

“O grafite é um tipo de arte urbana caracterizado pela produção de desenhos em locais públicos como paredes, edifícios, ruas, viadutos. É bastante usado como forma de crítica social. Além disso, é uma maneira de intervenção direta na cidade, democratizando assim os espaços públicos”, explica o parlamentar.

 A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia vai analisar a legalidade e constitucionalidade da matéria. Caso aprovado, o projeto de lei estará apto para ser apreciado pelas demais Comissões da Assembleia antes de seguir ao plenário. 

O bisneto e a polêmica em torno do Grafite no MON

Uma obra grafitada pelos artistas Otávio e Gustavo Pandolfo, conhecidos como “Os Gêmeos”, na fachada do Museu Oscar Niemeyer (MON), em Curitiba, recebeu críticas do bisneto do arquiteto que dá nome ao local.

Paulo Niemeyer fez uma postagem nas redes sociais em que disse estar revoltado com a intervenção artística: “Deveriam ter o respeito pela arte e criação de Niemeyer, da mesma forma que ele, Oscar, teve para com todo e qualquer artista”.

O bisneto, que também é arquiteto, afirmou que pretende acionar a Justiça para que o trabalho seja apagado.

“Eu gostaria que fosse apagada e que eles mostrassem, e o próprio museu, que têm capacidade de fazer isso respeitando a obra do Oscar Niemeyer”, afirmou Paulo, em entrevista à RPC.

Com obras espalhadas pelo mundo, Otávio e Gustavo Pandolfo fizeram o desenho em um dos lados da fachada do MON para divulgar a exposição deles em Curitiba, que será aberta em setembro.

O bisneto de Niemeyer comentou não concordar com a proposta por interferir na obra do arquiteto. “Quando você precisa, com o seu trabalho chamar a atenção interferindo no trabalho do outro, acho que não é a forma mais correta de mostrar a arte”, disse.

Com informações da ALEP e G1

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