SEAB confirma caso de raiva bovina no interior de Marechal Rondon
A raiva não tem cura e, uma vez contaminado, o animal morre, sendo que o risco de óbito também é estendido aos seres humanos.
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Com a confirmação de um caso de raiva bovina no interior do distrito de São Roque, em Marechal Cândido Rondon, a unidade veterinária local da SEAB iniciou ontem um "trabalho perifocal".
Esse trabalho se constitui em uma fiscalização intensiva num raio de 12 quilômetros ao redor da propriedade afetada, pois poderia haver uma população grande de morcegos e outros animais contaminados.
O material coletado de um animal com sintomas da doença, na propriedade do agropecuarista Hermeto Kolling, foi encaminhado para exame laboratorial, e o que até então era suspeita, acabou sendo confirmado.
O animal morreu em decorrência de raiva e, segundo o chefe da SEAB, em Marechal Cândido Rondon, Nilson de Freitas Gouveia, todo o rebanho das imediações do foco deverá ser vacinado. Ele aconselha que todas as pessoas que lidam com bovinos, suínos, eqüinos e caprinos no raio de 12 quilômetros ao redor do foco, procurem um médico para verificar se não foram contaminadas.
O veterinário revela que os animais acometidos pelo vírus da raiva param de se alimentar, se isolam do rebanho, têm um comportamento alterado, tem paralisia, tremores musculares, entre outros sintomas.
Como o principal transmissor da raiva é o morcego hematófago, que se alimenta de sangue, é necessário que os produtores comuniquem a SEAB qualquer sinal do ataque desses bichos.
Não é aconselhável aos criadores tentarem fazer o controle sozinho da população de morcegos, pois o risco é grande e, além do mais, os técnicos da SEAB sabem a maneira correta e segura de agir.
Nilson de Freitas Gouveia destaca ainda que a raiva não tem cura e, uma vez contaminado, o animal morre, sendo que o risco de óbito também é estendido aos seres humanos.
No Norte do Estado muitos produtores rurais já estão em alerta em razão de um surto de raiva bovina no município de Bela Vista do Paraíso, culminando com o sacrifício de 18 bovinos, dois equinos e uma mula.
O foco registrado no interior de Marechal Cândido Rondon é motivo de preocupação, até porque o controle sanitário é o quesito mais importante para a garantia dos mercados internacionais de carne.



