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Poema Vou-me embora pra Pasárgada de Manuel Bandeira

POESIA | 22/08/2019 | 15:05 |
O poeta Manuel Bandeira | Fotos: Reprodução |
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Às vezes, e só as vezes, o ser humano precisa inventar um mundo imaginário, onde ele se torna o mais livre dos deuses.

A poesia, não raro, torna essa fantasia possível, dentro dos limites dessa realidade ficcional que surge nos versos.

Manuel Bandeira foi um escritor brasileiro, além de professor, crítico de arte e historiador literário. Fez parte da primeira geração modernista no Brasil.

Sua poesia tem um “q” de irreverência e liberdade. Explorando temas como a o cotidiano e a melancolia, sua obra é recheada de lirismo poético.

Vou-me embora pra Pasárgada é um poema do irreverente poeta, publicado no livro Libertinagem em 1930.

O poema de características modernistas evoca um escape do sujeito lírico para um lugar melhor, fugindo da sua realidade.

A composição se tornou bastante popular entre os leitores, sendo uma das mais célebres do poeta.

Abaixo, iremos conhecer, através do fantástico mundo imaginário da poesia, o paraíso prometido por Manuel.

Poema: Vou-me embora pra Pasárgada de Manuel Bandeira

Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada

Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconseqüente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive

E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe - d’água.
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada

Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar

E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
- Lá sou amigo do rei -
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada.

Manuel Bandeira

Da redação com informações de Cultura Genial

Confira, abaixo, um trecho do poema declamado pelo autor:

 

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