Domingo, 20 de Outubro de 2019 Fale Conosco Redação: (45) 9.9801-2350

Chefe da ONU diz que se recusa a ser cúmplice de destruição da Terra

Internacional | 24/09/2019 | 08:45 |
| Fotos: Lucas Jackson/Reuters/direitos reservados |
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, abriu nesta segunda-feira (23) o Encontro de Cúpula sobre Ação Climática, em Nova York, destacando que o “tempo está a acabar, mas ainda não é tarde demais” para promover mudanças que levem à sustentabilidade.

O encontro reúne mais de 80 líderes internacionais de governos, setor privado e da sociedade civil. Para Guterres, não há mais tempo para conversas, mas sim para ação.

Ele lembrou de desastres naturais recentes e afirmou que “a natureza está respondendo com fúria.” E citou sua visita às Bahamas, este mês, quando viu de perto os estragos do furacão Dorian. O chefe da ONU também lembrou de Moçambique, atingido por dois ciclones no início do ano.

Jovens engajados

Ao falar da Cúpula da Juventude sobre o Clima, realizada no sábado (21), Guterres disse que “os jovens estão oferecendo soluções e cobrando prestação de contas e ação urgentes”. Ele afirmou que a sua geração “falhou com a responsabilidade de proteger o planeta” e que isso deve mudar. Segundo ele, a mudança climática é causada pelas pessoas, e as soluções devem vir delas.

O chefe da ONU citou algumas ferramentas necessárias para este combate, dizendo que existem tecnologias que podem substituir mais de 70% das emissões atuais. O mundo conta com mapas para essa ação, como a Agenda 2030 e o Acordo de Paris, disse.

Segundo os últimos dados do Painel Intergovernamental Sobre Mudanças Climáticas, se as temperaturas subirem mais de 1.5ºC, haverá danos graves e irreversíveis. E se nada for feito, as temperaturas devem subir 3°C até ao final do século.

Novo modelo

Guterres afirmou que não será “uma testemunha silenciosa do crime de condenar o presente e destruir o direito a um futuro sustentável.” E que para evitar esse cenário é necessário cortar as emissões de dióxido de carbono em 45% até 2030 e atingir a neutralidade de carbono até 2050.

O chefe da ONU afirma que é preciso “ligar a mudança climática a um novo modelo de desenvolvimento, uma globalização justa, com menos sofrimento, mais justiça e harmonia entre as pessoas e o planeta.”

Ele também disse que “tudo tem um custo, mas o maior custo é não fazer nada.” Para ele, “o mais caro é subsidiar uma indústria de combustíveis fósseis que está morrendo e construir mais centrais de carvão.”

O secretário-geral questionou se haveria “bom senso em dar trilhões do dinheiro de contribuintes para que a indústria de combustíveis fósseis fortaleça furacões, espalhe doenças tropicais e aumente conflitos”

Segundo ele, “é tempo de mudar os impostos dos salários para o carbono, e taxar poluição, não pessoas.” Ele acredita que é possível “fazer uma transformação política e dos mercados para um mercado verde, com melhores vidas, trabalhos, saúde, segurança alimentar, igualdade e crescimento sustentável.”

Guterres finalizou seu discurso dizendo que é sua obrigação e obrigação de todo o mundo, fazer tudo o que é possível para parar a mudança climática antes que ela pare a todos.


Com Agência Brasil

PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
INSCREVA-SE NA NOSSA NEWSLETTER E RECEBA AS PRINCIPAIS NOTÍCIAS POR E-MAIL